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Você já ouviu falar sobre DISBIOSE?

Disbiose é o desequilíbrio do microbioma intestinal! Vamos explicar com calma…

A disbiose ocorre quando há aumento de bactérias ruins em nosso organismo, além da redução na diversidade de espécies dentro do organismo. Esse desbalanço causa má absorção de nutrientes, carência de vitaminas e inflamação crônica.

Microbiota e obesidade

Como já falamos aqui no blog, o papel da microbiota e o ganho de peso em animais tem sido alvo de pesquisas desde meados de 2006.

Indivíduos colonizados por bactérias do gênero Faecalibacterium, Bifidobacterium, Lactobacillus, Coprococcus e Methanobrevibacter possuem menos chance de desenvolverem distúrbios metabólicos que levam ao surgimento do diabetes tipo 2 e cardiopatias.

Doenças metabólicas estão associadas a inflamações crônicas e há indícios científicos que essas inflamações comecem com uma disbiose intestinal.

Em condições fisiológicas normais, essa inflamação no intestino não ocorre o tempo todo por causa de uma espessa camada de muco que encobre as células da parede intestinal (enterócitos).

Vamos explicar melhor com um esquema de como tudo isso funciona no intestino:

O lúmen intestinal (a luz do intestino) é o local onde se concentram maior parte das bactérias presentes em todo nosso corpo. Antes de chegar nas células da parede intestinal, temos duas espessas camadas de muco: uma externa e uma mais interna. Em seguida, temos a parede/epitélio intestinal e a circulação sanguínea.

O muco é essencial para que a parede ou epitélio intestinal esteja protegido de potenciais bactérias invasoras, impedindo que as mesmas passem para a corrente sanguínea, causando um quadro de inflamação geral. Outra função de proteção do muco, são células do sistema imune, como os anticorpos presentes nessa camada.

Outra barreira que impede a passagem de bactérias ruins à circulação são as junções comunicantes! São células especializadas em manter as células da parede intestinal bem próximas umas das outras, dessa forma mantendo a barreira intestinal mais forte.

Como podem notar, há diferentes tipos de barreiras para que possamos viver uma relação de simbiose e mutualismo com nossas bactérias!

O problema começa a surgir quando ocorre a disbiose intestinal, ou seja, o desequilíbrio desses micro-organismos.

Por meio de uma alimentação saudável e balanceada nossa microbiota permanece em equilíbrio com o corpo, extraindo nutrientes necessários para o funcionamento desse sistema.

Frente a uma alimentação rica em industrializados, hipercalórica e desbalanceada, ocorre a proliferação de bactérias patógenas em relação as bactérias benéficas. Assim é instalado o quadro de disbiose intestinal.

Com a disbiose instalada, bactérias benéficas que antes auxiliavam na produção de ácidos graxos de cadeia curta e na produção de muco morrem por competição entre as populações. Com isso, menos muco e nutrientes são disponibilizados para o intestino. Com uma camada menos espessa de muco, muitas bactérias ruins conseguem alcançar o epitélio intestinal, passando para a circulação, liberando produtos bacterianos e ativando uma cascata de sinais inflamatórios para o corpo.

Todo esse processo é reconhecido pelo corpo como uma invasão, então uma resposta do sistema imune é ativada. Essa resposta exacerbada de uma inflamação crônica faz com que muitas células de defesa entrem em nossos em tecidos como fígado e tecido adiposo podendo levar a outros distúrbios além da obesidade, como diabetes tipo 2.

E como podemos fazer para reverter esse quadro? 

Vejam no post anterior sobre os alimentos indicados: Prebióticos, probiótico e simbióticos!

Além de exercícios físicos regulares!

Bora cuidar dessas bactérias!

Referências

TURNBAUGH PJ, LEY RE, MAHOWALD MA, et al. An obesity-associated gut microbiome with increased capacity for energy harvest. Nature 2006; 444: 1027–1031.

ROB KNIGHT, BRENDAN BUHLER – Follow Your Gut: The Enormous Impact of Tiny Microbes (TED BOOKS) (Published 2015)

FAINTUCH JOEL, Microbioma, Disbiose, Probióticos e Bacterioterapia. Editora: Manole, Ano: 2017

Dra. Gabriela Moreira - Bióloga, doutora em Ciências: Fisiologia Humana pela USP, apaixonada por probióticos naturais, café e vinho.

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